quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Iscariote, O Deus Insolente


Um dos grandes vilões da saga de Mind, o meu alter-ego.
Iscariote
foi o Deus idealizado e desenhado pelo ditador Phillix e os seus sacerdotes auxiliares, que foi transportado para a realidade e selado num cofre sagrado. O seu corpo assumiu a forma de grandes sementes de sésamo que, ao serem consumidas com dever sagrado, transformam os seus consumidores em máquinas desalmadas do desenho ao serviço do regime iluminista e ditatorial. Este insolente e tirano pássaro divinizado, com penas de prata, juba e caninos satânicos de Leão é visto com grande medo pelo povo oprimido, o seu olhar além de abalar a integridade e equilíbrio de quem rodeia é o olhar cânone e renascentista, o olhar necessário para o perfeito e ideal desenho (conceito que na realidade não existe se adicionarmos conceitos de desvario e imaginação).
Iscariote é então um Deus que recebe o refúgio do povo, assumindo-se como o seu ópio, mas que na verdade acaba por representar um Deus da decadência, apelando ao conformismo, à passividade e à imponência das figuras de autoridade que tem a validade total vinda deste Deus. Iscariote é um aliado de Phillix e Pierre, os dois ditadores pai e filho que recebem apoio divino de uma personagem que eles próprios arquitecturaram! Mas estes dois, não se apercebem que também estão a ser manipulados como autênticas marionetas por esta criatura de dimensões grotescas, que progressivamente absorve o seu imperialismo.
Iscariote será enfrentado e toda esta religião manipuladora, desonesta que arrasta rebanhos conhecerá ruinas bem merecidas!



domingo, 17 de outubro de 2010

Love Will Tear us Apart


When the routine bites hard
And ambitions are low
And the resentment rides high
But emotions won't grow
And we're changing our ways
Taking different roads
Then love, love will tear us apart again

Why is the bedroom so cold
Turned away on your side?
Is my timing that flawed
Our respect run so dry?
Yet there's still this appeal
That we've kept through our lives
Love, love will tear us apart again

Do you cry out in your sleep
All my failings exposed
Get a taste in my mouth
As desperation takes hold
Is it something so good
Just can't function no more?
When love, love will tear us apart again


Joy Division

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Insónias

Já sei o que de vez em quando me faz insónias. É a porra de um tubarão-frade que a meio da noite se lembra de me dar sermões existenciais e irritantes. Mas o tubarão não é propriamente um frade, é um filósofo realista e pessimista, mas daqueles com ego irritante e difícil de aturar O que vale é que eu gosto de sopa de barbatana de tubarão, logo quem está fodido é ele! Já foste!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Lagos Nebulosos




Se eu prolongasse os meus passos perante os nevoeiros, talvez as suas cortinas me dessem a conhecer outras coisas. Talvez conhecesse outro tipo de águas e outros tipos de tacto, ver os mecanismos e toda a sua imagem enferrujada e destruída de vez, seria o delírio aspirante!

domingo, 15 de agosto de 2010

Delírio Esfumado

Era sem dúvida delirante. Sendo a experiência e a apreciação uma coisa constantemente variante e subjectiva sempre mencionei que estas não podem ser facilmente manipuláveis ou influenciáveis. Somos júris individuais ao apreciar aquilo que nos rodeia e o facto de sermos apreciadores individuais em grande parte das vezes é um factor que individualiza a nossa pessoa e nos converte à unicidade. Absorvemos situações, são nos deixadas pegadas temporais de diferentes dimensões sobre as nossas peles, o que torna a aprovação de influências um processo unicamente nosso.
E foi no dia 12 de Agosto, o imprevisível nevoeiro invadiu Aveiro. Ele pousa sempre de uma forma melancólica, ao mesmo tempo de uma belíssima forma, é eufemismo de si próprio, impõe à nossa frente uma camada de enigmas que alimentam um curioso e bonito mistério cujos passos desfazem fechaduras. Era uma espécie de tenebrismo iluminado, mas o delírio ainda nem sequer tinha chegado. O pinhal que se impunha à minha volta já tinha feito um chamamento bastante sedutor, as árvores escondiam-se em profundidades tímidas naquele dito nevoeiro. O belo está na solidão das linhas de horizonte, na forma como são deixadas sóbrias sem funções mecânicas, derretem-se sobre as planícies, a areia e todo o tipo de belo terreno.
Os meus pés iam caminhando sobre a areia, o tenebrismo iluminado no nevoeiro construiu uma arquitectura gasosa e espessa naquela praia, o mar calmo surgia como um ornamento que acasalava em harmonia com a pálida areia. Véus brancos em danças monótonas, ocultavam verdades inexistentes e oníricas alimentadas pelo meu ego. Em ansiedade, os meus passos levavam-me a encontros subliminares, de um subliminar que só me pertence. E o mar lembrava-me os orvalhos verdes e tímidos que em tempos gostei imenso de contemplar. Os meus olhos boiavam perante a paisagem, sendo arejados, a única coisa que queria naquele momento sem repetição possível era isolar-me e esquecer que as pessoas, as cidades e o sistema existem. Esta é a memória fotográfica de um momento metafísico, um tangente abandono do físico.

Abraços congelados e Pensamentos de Corvo



Abraços de lobo numa altura destas tornam-se anacrónicos de uma forma lenta e triste, são fragmentos que montam um lento glaciar que se aloja em secretos ventrículos. O nevoeiro do asco torna-se espesso, a estandardização dos humanos é contínua, o seu sistema sofre de falta de insólito. Os mecanismos não conhecem mitologias, aquelas mitologias banhadas em verdes e bonitos orvalhos. Toda a gente insiste, insiste em que vejamos o mundo como uma roda dentada e industrial, lubrificá-lo com merda só o faz mais brilhante por ridículo que seja. A programação de televisores oculares repete as suas enfadonhas gravações de forma a inserirem-se na minha organização psíquica, para que sejam aceites em plena passividade. Mas o calor das minhas órbitas ainda vai fazer derreter esses televisores de uma vez por todas, desfazendo as suas camadas de filtro cinzento.
Eles querem que eu veja o mundo como uma roda dentada, e eu disse que Não!