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domingo, 8 de maio de 2011

The Basking Shark Surrender


O Tubarão-Frade rende-se perante o Ragnarok, as lobas minam o seu psicológico com a sua bela argumentação, cada ser humano a partir de agora poderá ser Deus de si próprio!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Iscariote, O Deus Insolente


Um dos grandes vilões da saga de Mind, o meu alter-ego.
Iscariote
foi o Deus idealizado e desenhado pelo ditador Phillix e os seus sacerdotes auxiliares, que foi transportado para a realidade e selado num cofre sagrado. O seu corpo assumiu a forma de grandes sementes de sésamo que, ao serem consumidas com dever sagrado, transformam os seus consumidores em máquinas desalmadas do desenho ao serviço do regime iluminista e ditatorial. Este insolente e tirano pássaro divinizado, com penas de prata, juba e caninos satânicos de Leão é visto com grande medo pelo povo oprimido, o seu olhar além de abalar a integridade e equilíbrio de quem rodeia é o olhar cânone e renascentista, o olhar necessário para o perfeito e ideal desenho (conceito que na realidade não existe se adicionarmos conceitos de desvario e imaginação).
Iscariote é então um Deus que recebe o refúgio do povo, assumindo-se como o seu ópio, mas que na verdade acaba por representar um Deus da decadência, apelando ao conformismo, à passividade e à imponência das figuras de autoridade que tem a validade total vinda deste Deus. Iscariote é um aliado de Phillix e Pierre, os dois ditadores pai e filho que recebem apoio divino de uma personagem que eles próprios arquitecturaram! Mas estes dois, não se apercebem que também estão a ser manipulados como autênticas marionetas por esta criatura de dimensões grotescas, que progressivamente absorve o seu imperialismo.
Iscariote será enfrentado e toda esta religião manipuladora, desonesta que arrasta rebanhos conhecerá ruinas bem merecidas!



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

domingo, 15 de agosto de 2010

Abraços congelados e Pensamentos de Corvo



Abraços de lobo numa altura destas tornam-se anacrónicos de uma forma lenta e triste, são fragmentos que montam um lento glaciar que se aloja em secretos ventrículos. O nevoeiro do asco torna-se espesso, a estandardização dos humanos é contínua, o seu sistema sofre de falta de insólito. Os mecanismos não conhecem mitologias, aquelas mitologias banhadas em verdes e bonitos orvalhos. Toda a gente insiste, insiste em que vejamos o mundo como uma roda dentada e industrial, lubrificá-lo com merda só o faz mais brilhante por ridículo que seja. A programação de televisores oculares repete as suas enfadonhas gravações de forma a inserirem-se na minha organização psíquica, para que sejam aceites em plena passividade. Mas o calor das minhas órbitas ainda vai fazer derreter esses televisores de uma vez por todas, desfazendo as suas camadas de filtro cinzento.
Eles querem que eu veja o mundo como uma roda dentada, e eu disse que Não!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sketching (2)









Estive no Milhões de Festa e em Paredes de Coura, apesar dos moches e de todo o Headbang!, não parei de desenhar!
Gallows foi violento, mas um concerto épico, estava ansioso também por ver Peter Hook e Enter Shikari, The Prodigy surgiu como uma electricidade final!

domingo, 25 de julho de 2010

Hate Meal!



A Ementa do Ódio

Fotografia: Tiago Araújo
Modelo: António Araújo

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Ardes and Fuckin Freudian Drives!







A Pulsão Mortal de Ardes!

Fotografia: Tiago Araújo
Modelo: Horácio Frutuoso

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A Lição do Corvo

O Corvo sussurrou uma lição ao meu ouvido que eu terei sempre em conta:


“Assim te recebo no meu colo meu caro Leonardo, para te dar
o sermão deveras marcante da tua vida: não existe tanque
magnânimo e ilusório que te iluda uma vida inteira, por
muito que sonhes abraços de baleias ou com crepúsculos
idealizados, os seres mecanicistas
que compõem o rebanho deste pérfido mundo nunca
imaginaram os abraços das baleias, esses só sabem imaginar um
sábio falhado e omnipotente cujas éticas são inquestionáveis e
lhes retiram total autonomia. A palavra “deus” deve ser
pronunciada com letra minúscula, porque a piedade vinda deste
ser enfraquece, motiva a passividade perante a vida.
Tu serás o lobo que não se conforma com o rebanho,
que irá criar dimensões infindáveis sem se reger por qualquer tipo
de cânone.
Este jogo que foi aberto à humanidade está mais do que
viciado e aldrabado. Tu serás e terás que ser a emancipação..."

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ardes e a Necrópole Intestinal



Sobre savanas infindáveis que ardiam sob a fúria do imponente Leão Ardes, os leitos da carnificina estendiam-se sobre as ervas como um sumo extraído do alívio. Alívio este que se sentia no despir de seres que foram anulados pela sua própria corrupção e sujidade mental, seres estes tornados irracionais que durante milénios tiveram a arrogância de assumir o seu lugar numa falsa e indisciplinada civilização. A sua superioridade deu lugar a seres errantes, desorientados e ruidosos que nenhum animal na sua devida animalidade conseguiria suportar.
Desta forma, Ardes e a sua imponente armadura negra decorada com grossas e pontiagudas agulhas assombravam estes minúsculos e insignificantes seres que mais tarde ou mais cedo, acabariam por ser contemplados por sinistras mandíbulas.
Não existiam eufemismos possíveis para caracterizar a ira deste Leão, hipérboles seriam mais apropriadas na descrição detalhada de um animal como este, com o seu pêlo, juba pálida e olheiras que pareciam escavar-se nos seus próprios olhos.
Mas seria este leão passivo a uma silhueta feminina humana e mais que tudo, enganadora? Todo o humano era alvo perante os olhos da fome desequilibrada deste colosso. Sendo assim, Ardes impôs as suas atrocidades perante esta silhueta elegante de mulher, cujos olhos mergulhados numa espécie de orvalho marinho não serviram para motivar a piedade deste grotesco ser.
Saboreando ele os seus habituais e magnânimos bifes de uma suposta vitória mais do que somada, os frágeis lábios da rapariga ainda se moviam em sua elegância, recusando o seu estado de invalidez física perante o ataque.
O leão travou os seus sedentos apetites para ouvir o discurso da rapariga, as palavras iriam pesar...principalmente no interior digestivo deste Leão:

" Este extermínio foi edificar uma extensa necrópole que não conheceu sabores ou essências, conheceu restos, conheceu puras e simples lixeiras..."

Ardes, ao dissolver os seus olhares sobre os orvalhos marítimos dos olhos dela, a sua consciência pesou e este engoliu-se a si próprio. E assim conheceu o seu armazém necrológico, as catacumbas sucessivas dentro do seu intestino. No tecto podia observar as suas próprias vilosidades como uma espécie de ornamento arquitectónico e as paredes eram a acumulação de túmulos ao longo de uma dieta repetitiva. O problema não estava na quantidade de vítimas armazenadas, a grande problemática estava na guerra que ele tinha instalado no seu interior, parecia ser quase infindável. Mas a partir do momento que ele conheceu o rosto desta bela rapariga no seu colo, admitiu uma espécie de animalidade que afinal existia no interior das suas aurículas e ventrículos. Desta forma, Ardes deitou os seus dois dedos grossos sobre a sua língua grossa e carnuda, vomitando em glória os restos da rapariga que secaram sobre a sua pele e lhe reconstituíram a monumentalidade bela da sua silhueta. E lentamente as suas feições de rapariga começavam a desaparecer do seu rosto, um vasto terreno de pêlos crescia elegantemente por todo o seu corpo assumindo-se como uma loba cujos olhos eram pêndulos solares. A animalidade de Ardes esteve no acto de admitir que tal ser merecia ser armazenado em crepúsculos extensos e territoriais. A loba gozou a decadência dos humanos, ou seja, a sua inexistência e a sua passividade foi um prazer de carne e alma, passividade esta que não é de maneira nenhuma condenável. Religiosidade anulada e inútil, o natural atingira o pleno apogeu, agora só bastava contemplar.

sábado, 3 de abril de 2010

Epiphany



Epiphany

There's a hole in the world like a great black pit
And it's filled with people who are filled with shit
And the vermin of the world inhabit it.
But not for long...

They all deserve to die.
Tell you why, Mrs. Lovett, tell you why
Because in all of the whole human race
Mrs. Lovett, there are two kinds of men and only two
There's the one staying put in his proper place
And the one with his foot in the other one's face
Look at me, Mrs Lovett, look at you


Sweeney Todd the Demon Barber of Fleet Street

Personagem: Mind Elvenpath, para variar

Entretanto, perdi a paciência com a esferográfica Lol

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A demência da raposa Sebastyann


É uma personagem recente. Quis exprimir simplesmente o desprezo e ódio a todos aqueles que se dedicam ao sacrifício de animais para o tráfico de peles. Que tal nos colocarmos no lugar do outro, se fossem os animais dotados de racionalidade e se nós humanos fôssemos seres indefesos e instintivos? Sebastyann é acreditado como um animal caracterizado por uma anomalia psíquica desconhecida e nunca estudada pelos humanos, onde o ser irracional revela uma enorme capacidade intelectual, tendo aptidão suficiente para ser dotado de um quoficiente de inteligência. Mesmo sendo racional, a raposa Sebastyann não tolera nem tenta compreender as filosofias e os cânones da natureza humana, guardando rancor e ódio aos humanos. Desta forma, Sebastyann quer destruir o futuro da humanidade, retirar a racionalidade aos humanos e ao seu império e trazer a hegemonia ao reino animal.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Death of Love - a Tragédia de Siren



E este é o fim destinado a Siren. Homem que nunca foi habituado a contrariar as suas próprias vontades e tentações, que dedicou dezoito anos inteiros da sua vida a uma vida boémia, de ócio inesgotável, de sexo e álcool que lhe estourava lentamente as sinapses do cérebro. Mas a vida começava a complicar e o reino marinho revelava instabilidade, as fêmeas conheceram a humanidade em si que lhes tornou reles e conflituosas, não havia Siren para interferir no seu reino. Era a paixão descontrolada por Posedino, dotada do veneno mais temido daqueles mares, uma mulher serena que lia diariamente as faces dos seres marinhos, descobrindo o seu pavor inabalável sem qualquer fundamento. Rapariga só, porque o mistério é sedução e o misterioso seduz o nosso Siren. O amor muitas vezes surge do desconhecido e o desconhecido pode ser erro, pode ser aprendizagem, pode conduzir-nos à fortuna, o amor surge como um sentimento de ausência daquilo que nos falta e a sua ausência causa dor. E é preciso procurar mistérios, porque sem eles, será que a vida faz algum sentido? É de louvar a recusa de uma constante objectividade! Posedino e Siren durante dois anos tentaram contrair um amor intenso e não cair na tentação, simplesmente se resumiam a caricias minimalistas. Siren ditou o seu destino e decidiu sacrificar-se para levar o seu amor a pleno apogeu e Posedino tentou evitar o sedento apetite do namorado, mas este não tolera a sua passividade amorosa. Gostava de dar um fim de vida a esta personagem com um pouco mais de "suminho", neste caso quero expressar melhor a falta de controle emocional, o sofrimento que conduzem os nossos recalcamentos e a mágoa daquilo que acumulamos em nós sem meio de o expressar.

Where will you be when they're vilifying?
How will they see when the truth is blinding?
Where will you be my darling?
Where will you be when they're vilifying?

Where will you be when the dark is rising?
How will you keep from it's terrorizing?
Where will you be my darling?
Where will you be when the dark is rising?

Death of Love - Cradle of Filth


Este poderá ser uma conclusão possivel da história de Siren, mas não a encarem como definitiva.
Aliás, também estou um pouco indeciso, a imponência desta personagem não pode ser abalada de uma forma tão radical na minha opinião. Mas afinal de contas, é uma ideia e vale a pena ser publicada aqui no meu blogue!

sábado, 25 de outubro de 2008

Memória descritiva de uma semente que se alastrou em meu coração e plantou florestas

Semente que caiu sobre as mãos de um somente, desconhecendo os cúmulos de sua origem.
Desafios em cantos líricos pairavam em sinapses nervosas, o olhar de inconsciente indefeso, inútil e patético adolescente. Dúvidas se suscitavam em conjunto com lirismos, satanismos que o forçavam a abrir as peles e costelas uma a uma. Gestos inconscientes, intenção indolor se sentia ao visionarmos veias que se abriam sobre seu peito e engoliam a semente em escudos de seus pesadelos. Florestas e arvoredos com personalidade exuberante se abriam nos seus ventriculos e auriculas, as carnes absorviam seivas negras e doces e entretanto, surge uma evolução do anterior sujeito que atinge um patamar extremista de rebeldia de sua própria consciência moral, um comandante dos bosques negros do negrume das almas, o fartar de uma imperfeição acumulada por aquilo que nos rodeia, a destruição implacável de toda a nossa fragilidade!

domingo, 5 de outubro de 2008

Seres Intrínsecos


Uma tristeza do nosso implodir lento por dentro! A venda que em lentidão se solta dos nossos olhos para visionarmos uma realidade negra. Mal somos paridos para este mundo, o nosso conhecimento é uma tábua rasa que se preenche com as tintas crueis da sabedoria que nos abre os olhos para a fachada despida e crua. Nadamos sobre arco íris na apoteose da nossa infância, até sermos sugados por um pântano negro. A este resvalar no precipicio chamamos de amadurecimento. O doloroso processo de amadurecer! Conhecemos a frieza de terráqueos e a corrupção hipócrita e terrena. Os erros que nós e os outros cometem e que nos enchem de exaustão. Nós corrigimo-nos mas eles...será que se corrigem? Grande parte deles está se nas tintas! Somos traidos, desiludidos, muitas vezes por quem amamos e assim deixam eles vestigios carnais. Aqueles que nos abrem fissuras alegóricas sobre nossas peles. É o circulo da vida que temos de tolerar, os obstáculos são demasiados e cada um nos esmaga de forma única! Tudo isto colabora para o desenvolvimento de um negrume de nossa alma. Alegorias que se alimentam de uma bela luminosidade lunar, os veludos da noite que as emancipa!
O nosso ser enfurecido que se quer expressar sem saber como, exprimir a sua revolta em imponência, que se quer sentir superior e destruir a nossa pessoa frágil, cortês e ingénua.
Um ser que deseja esmagar as imperfeições das relações e daqueles que nos rodeiam. Não sei se todos albergam um ser como este dentro de si. Não nos podemos resumir ao facto de que simplesmente somos uma só pessoa. A nossa mente é uma dimensão abismal de onde podemos extrair uma infinidade de elementos que são fulcrais na nossa personalidade, ou seja, nem que seja um pequeno pensamento que nos venha à cabeça, é decisivo na construção do nosso carácter. A consciência moral é um ser que nos susurra ao ouvido, tanto para o bem como para o mal. Mas neste caso estou me a referir a um ser de revolta, que deseja descarregar a sua raiva num impacto esmagador! Como diria Jean Jacques Rousseau, o célebre filósofo iluminista do séc. XVIII, todo o homem é, por condição de nascimento, naturalmente bom!Sendo submetido aos vícios da civilização, é levado à triste bárbarie da espécie e do presente!