quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Natural e o Metafísico







Proposta 2 para a cadeira de Introdução aos Meios Digitais

Trabalho baseado no retratar da natureza de uma forma geral e a forma como ela se pode identificar com a natureza humana, havendo a presença vincada da identificação do homem com a vida animal, como um ser entre eles e não um dono superior:

“Estas sociedades primitivas têm seguramente muito mais respeito pelos seres vivos do que o homem ocidental; elas têm a sensação de que o ser humano não é de todo o dono dos seres vivos, mas apenas um ser entre outros.”

Jean Dubuffet - “AntiCultural Positions” (1979)

1ª imagem:A chuva e a forma como este fenómeno pode representar a protecção de um ser maior ou até uma dependência ou relação paternal e o instinto de proteger, revelando a nossa constante necessidade de nos sentirmos abrigados, ou seja, de encontrarmos a plenitude e de sentir a ausência de ameaça.

2ª imagem: O complexo de Édipo segundo um carácter animalesco, sendo uma imagem inspirada no filme "Teorema" de Pier Paolo Pasollini (1922-1975). A cria amamenta-se num local que não é destinado para esse fim, representando a adoração oceânica por um ser superior a nós, o acto de amar que nos leva a considerar divino aquilo que realmente não é - aquilo que nos leva a viver na descontinuidade. Ao mesmo tempo também nos remete para a ausência de cultura e para o relacionamento biológico, pois também o conceito suscita em si uma ideia de incesto entre a cria e o progenitor

3ª imagem: Baseada nos "Anticultural positions" de Jean Dubuffet, salienta o homem primitivo como um grande respeitador do ser vivo. Desta forma, vemos um indivíduo que afirma a sua união incondicional à natureza e aos animais, de maneira que partilha o seu corpo e organismo com um cão cuja cabeça se encontra adossada ao seu peito, ou sendo mais especifico, a zona onde se encontra o seu coração.
O rapaz diz: “Dude, these Jean Dubuffet stuff really got into me you know...what do you think?”
- pergunta ele ao cão que vive consigo agarrado ao seu peito

Moonlight Overdose




"Still Writting here as I feel the moon enlighting my head and my favourite song, The song of Ravens"

"Still trying to find which way my river runs, but first I need to get rid of the glue that is stuck on my feet"

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Rollovers







Para o primeiro Post de 2010, decido ocupá-lo com aquilo que me tem ocupado a cabeça nas últimas semanas. Estes são os Rollovers para um Site e projecto (Meios Digitais).

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

The moment I´ve crossed those green rivers

Mind Elvenpath´s journal (December):

The day I smelt beautiful rivers, I felt carnal gardens growing inside my nose. It was a random feeling that was growing on me, no scientist or positivist had the capacity to explain these. I wanted to meet the feathers that rained from the women´s body, and meet these tasteful and dreamful twilights. But to fulfill this will, I needed to suspend the disbelief that was the glue that was stuck on my feet. Fuck, I need to get rid of this thing! As my hands were crawling over my sketch book, I was feeling and reaching a progressive dimension that my eyes couldn´t believe. From the moment I saw these faces, I knew that there was gonna be a permanent mark on my soul. Those were the green rivers, the two deepest rivers that ran inside this heart of mine. But were those rivers real? Do I have the dignity to swim on them or to feel intensely their smell. It´s a shitty question that eats my mind, and it can be weird too. I have to discover which way my river runs, follow and risk ourselves in different types of path. Its 3 am and I´m writting here feeling the moon enlightning my head, has I´m feeling my favorite song, the song of the ravens (sweet like a band of Black Metal waking up my mind).



Mind Sullivan Elvenpath

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

As my brain started to smile

The fifth journal writting:



The hands were tired, maybe tired of so much drawing. And eyes were getting dizzy, as I was laying down in the couch. And repetitive thoughts were comin to the mind as I was losing myself into an abyss. Sleepy at the same time, tired of those badasses that are always pissing me off. Bianca was in the same mood, as for the rest of the team. The dictator machine was still chasing us and trying to fuck our lives every minute. So what! We´ve created some masterpieces that somehow pissed off the government, but hurray! That was our true intention, to piss off the crowds! But now, I just want to rest and shit for the rest! Our refuge here is a relaxing place to exist, far away from strict rules or hipocrit and disgusting minds. As I was feeling pot smoke dancing on my nose, I asked to one of the guys:
- Hey! Where is the dope! I need inspiration! - I said.
- Inspiration? Now? For what? Relax dude.
- You fuckin glass of milk (laughs), I need new ways to harass those shitheads out there! - I said
- Oh! you mean artistically?
- Pretty obvious! - I said
As I was chilling out hearing Doom Metal and feeling the dope, Helena Sullivan´s face was reaching my mind, this fuckin Oedipal stage has been cursing me for a life time. But as the illusion was getting sharper, a smile was ripping through my lips as I started to laugh constantly. The laugh was a sign, my will was getting stronger and projects will born and help me to achieve the deepest goals.

The fire burns and will never be benign! That is the bottom line!


Mind Sullivan Elvenpath

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Circle of Life - Do not avoid!


É inevitável meus caros, habituem-se à ideia. Não podemos evitar estes percursos labirinticos!
Este trabalho foi para a cadeira de IMD (Introdução aos Meios Digitais), o objectivo da proposta era a reinterpretação da obra de um artista através dos diversos softwares de edição de imagem. A obra aqui reinterpretada é de Dorothea Tanning "O Aniversário" de 1942, onde podemos ver uma mulher de seios descobertos com uma natureza incompreensivel, perdida naquele espaço bizarro onde divisões vazias se sucedem para uma certeza inexprimivel.

Mas neste caso acabei por romper um bocado o vazio presente nessa obra, já que a obra foi reinterpretada à base de ilustração e desenhos que foram editados em Ilustrator e Photoshop. Os corredores estão preenchidos com personagens simbólicas, cada um representando uma ideia especifica e a mulher está isolada num canto, preparando-se psicologicamente para os desafios que terá que enfrentar quando pôr pé naqueles corredores, alegorias de vida inevitáveis. Mas por um lado, a sua expressão é ambigua, já que ela respira receio e insegurança e por outro lado bravura. As velas são as chamas do ego e as mandibulas que se abrem nos seus seios são simbolos de coragem, perseverança e imponência. Nas divisões e na entrada dos próximos niveis, (imaginemos a vida como um jogo de GameBoy onde há diferentes niveis, cada um com um diferente grau de dificuldade e diferentes obstáculos, monstros ranhosos em que às vezes, primeiro que "batam a bota" é fodido) vemos diferentes personagens correspondentes a diferentes obstáculos: o rapaz azul amordaçado e nu refere-se à tentação sexual, as mulheres demoniacas grávidas de um feto morto representam a morte e a orfandade, e os bonecos voodoo que cospem um carangueijo esfaqueado significam a doença e a derrota perante ela. Ainda podemos verificar uma personagem um pouco "random" no meio desta composição, obviamente que é Siren Nightingale que nos dá a sensação de ser um espreitador indiscreto (simplesmente recorri a ele já que me faltavam alguns elementos para preencher a cena e impor maior tensão, neste caso, o seu sorriso pode significar a perversão). Vejamos, temos que ter estômago todos nós para termos que enfrentar estas divisões, devem-nos crescer velas no peito e levantarmo-nos seja qual for a rasteira que nos venham a pregar.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Desenhos de ultimamente (2)







FINALMENTE CARAÇAS! Um Post em condições este mês! São desenhos dos últimos dois meses. Já era altura de eu publicar alguma coisa, tenho andado ocupado com a entrada na faculdade. Consegui entrar nas Belas Artes, é o 1ºano, por um lado há entusiasmo, por outro lado há também algum receio. Mas vamos indo e vamos vendo(...)
E outra coisa é que simplesmente estou assustadoramente viciado em "Inkar", passar os desenhos e os esboço a tinta preta.

O alter-ego Mind com um visual key baseado em Cradle of Filth, Immortal e Dark Funeral

A expressão de Siren. Acho que pode sintetizar um pouco toda a personalidade dele: megalómano, perverso, ninfomaniaco, divertido, inconsciente, descontraido e... louco! Em principio queria adoptar esta expressão e criar um Avatar para a minha conta no Deviant, já estou cansado do meu avatar LAME -.-.

Siren Nightingale Sullivan Elvenpath (1991-)

A passaroca! Uma passaroca simplesmente RANDOM que desenhei enquanto estive em Barcelona. Adoptei o titulo "The Bird Goddess Rises".

O luto de uma forma simbólica e subliminar